Final do concurso reuniu 4 mil pessoas no Bahia Café Hall no último domingo, 10 de julho, tendo ainda como atrações convidadas as bandas Maglore, Scambo e O Teatro Mágico.
A banda Velotroz foi a grande vencedora da 2ª edição do Desafio das Bandas, concurso musical estudantil promovido pelo Grupo A TARDE em Salvador. Eleita por unanimidade pelo júri técnico e apresentando canções autorais como “Eu, Robô” e “Domingo não estou no parque”, a banda teve uma calorosa recepção do público presente, conquistando o título e a oportunidade de gravar um CD em estúdio profissional, com prensagem de mil cópias para auxiliar na divulgação do seu trabalho.
A disputa contou ainda com apresentações inspiradas das bandas Fridha (contando também com forte torcida entre os presentes), Opus Incertum e Neologia, que conquistaram o segundo, terceiro e quarto lugar, respectivamente. Logo após as apresentações das concorrentes, a banda Maglore, vencedora da primeira edição do Desafio, subiu ao palco e apresentou um show memorável, acompanhada pelo coro de centenas de fãs entoando sucessos como “Às Vezes um Clichê” e “Todos os Amores são Iguais”. “Vencer a primeira edição do Desafio mudou nossa carreira no ponto de vista psicológico, tivemos mais confiança de que o nosso som tem que estar sempre pronto pra melhorar, e nos sentimos mais confiantes enquanto banda”, explica Teago Oliveira, vocalista da Maglore.
Após o resultado, o público pôde ainda conferir os shows das bandas Scambo e O Teatro Mágico, duas das atrações mais aguardadas da noite.
Disputa e solidariedade
O período das seletivas do Desafio das Bandas aconteceu nos meses de abril e maio no Groove Bar, por onde também passaram as bandas Lamavin, Você me Excita, Indra, Venture, Hupper, Pedro Dum e a Encomenda, Amana Virtus e Lunata, tendo sempre como mestre de cerimônias o cantor Fábio Cascadura, da banda Cascadura. “Foi uma experiência diferente pra mim. Nunca havia feito algo assim. Foi muito divertido estar no palco em uma nova abordagem, tomando contato com o público e as bandas participantes por um novo viés”, conta Cascadura.
Nos intervalos das seletivas e também na grande final o público pode participar do torneio de Guitar Hero, game interativo, com distribuição de brindes, entre camisas, posters e vale-compras de lojas apoiadoras. O Desafio das Bandas é um concurso musical que garante entretenimento, música e também solidariedade. Nas quatro etapas seletivas foram arrecacados 1kg de alimento não-perecível para cada ingresso vendido para assistir às apresentações, que foram destinados ao Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC), que assiste cerca de 220 crianças por mês, na faixa etária de 0 a 19 anos.
O Desafio das Bandas é uma realização do Grupo A TARDE com patrocínio da Skol, Governo da Bahia (pelo Fazcultura), Petrobras, Chevrolet e TWB e apoio da MTV Salvador, Planet Games e Colomy.
E em menos de 15 dias o grupo estava formado e com uma música autoral pronta. Também faziam parte da formação original Bobby Santos (vocal), Diego Frost (guitarra) e Leandro Berbert (baixo). E hoje completam a banda Rafael Formiga (bateria) e Heverton Didoné (percussão).
A pintora mexicana Frida Kahlo serviu de inspiração para a criação do nome, que recebeu o acréscimo da letra “h”, para evitar eventuais processos.
Sem grandes pretensões, a proposta da banda era apenas se divertir fazendo um som nos finais de semana. Mas a informalidade foi ficando para trás com o lançamento do single “Velocidade”, incluído na coletânea RS Rock Salvador, após vencer o primeiro lugar por votação popular na internet.
A partir daí, a Fridha não parou de tocar, passando por todas as casas de shows de Salvador e ganhando público também fora do Estado.
Com mais maturidade e bagagem musical, no final de 2010, a banda lançou o EP virtual “O Verso do Gatilho”, com cinco faixas autorais. Em janeiro de 2011, a Praça Tereza Batista, no Pelourinho, ficou lotada de gente para conferir o primeiro show de lançamento do novo trabalho.
Estreante no Desafio das Bandas, a Fridha perdeu o prazo de inscrição no ano passado e agora a expectativa é seguir com “maturidade e pés no chão” para a grande final, como afirma o vocalista Cristiano.
A preparação da banda não alterou a rotina de ensaios, mas houve uma preocupação maior na execução das músicas. Também não haverá surpresas na apresentação, mas o vocalista brinca ao dizer que comprou uma ceroula nova só para a grande final.
O diferencial da banda, na opinião de Cristiano, é que o som da Fridha tem peso, mas também groove e melodia, trazendo destaque no palco, inclusive, na opinião do próprio público.
Mas confessa: “são bandas diferentes entre si, amigas entre si e de qualidade musical, não será fácil para o público nem tão pouco para os jurados!
Ainda assim, reconhece a importância da iniciativa do Grupo a Tarde em realizar o concurso musical, ajudando as bandas independentes a ter visibilidade na cena, “alem de tratar uma banda nova como uma banda grande, dando espaço e qualidade, mas também cobrando delas essa qualidade nas apresentações”, finaliza Cristiano.
Na espera pelo resultado, amanhã, na grande final do Desafio das Bandas, a Fridha continua fazendo o seu trabalho de divulgação no www.myspace.com/banda_fridha
Agora que todos os perfis das bandas concorrentes foram apresentados, é hora de cruzar os dedos e torcer para que vença a melhor!
Hoje o perfil é da banda Velotroz, terceira classificada no Desafio das Bandas, que acontece neste domingo, as 15, no Bahia Café Hall. Na disputa, estão Neologia, Opus Incertum e Fridha, que concorrem à gravação de um CD promocional, em estúdio profissional e mil cópias para distribuição.
A Velotroz nasceu do fim de uma banda formada por Tássio Carneiro (guitarra e teclado) e Caio Araújo (baixo). Logo viriam a se juntar ao grupo Giovani Cidreira (vocal), Sílvio de Carvalho (guitarra), Filipe Cerqueira (percussão) e Maicon Charles (bateria).
O nome, “Velotroz”, surgiu por acaso, quando o guitarrista, Tássio, assistia ao professor de História falar do popular brinquedo velotrol. Ao ouvir a palavra, anotou no fundo do caderno, acrescentando a letra z ao final. Assim estava escolhido o nome da banda, que depois ganharia versão mais moderna, cujo significado seria “velocidade atroz”.
Em 2007, lançaram a demo “Duas e meia”, primeiro registro da banda e gravado de forma caseira. Já em 2009, com o EP “Parque da Cidade”, quatro músicas viraram clipe: “Eu, Robô”; “Vizinha Suicídio”; “Domingo Não Estou no Parque” e “Mar Morto”. Os dois últimos foram dirigidos pelo baixista, Caio Araújo, estudante de cinema.
Os outros integrantes também tem ocupações paralelas. Giovani e Sílvio estudam Música. Tássio é formado em Direito. Maicon é gerente de revendedora de carros e Filipe, de 18 anos, finaliza o Ensino Médio.
Com letras que falam sobre os mais diversos assuntos e temas, as influências da banda vão desde Beatles, Parangolé, Arrigo Barnabé, passando por Glauber Rocha, notícias cotidianas e personalidades. Um verdadeiro caldeirão de estilos, justificado pelo vocalista Giovani: “tudo que a gente ouve e a gente gosta é influência”.
O jeito despojado se traduz também na postura no palco e na rotina da banda. “A gente não é uma banda que ensaia muito. Ensaia quando tem que ensaiar e relaxa quando tem que relaxar”, diz Giovani, a apenas três dias da grande final.
Mesmo com apenas um ensaio na semana, das três músicas que serão apresentadas no domingo, cada uma recebeu uma hora de atenção, para que tudo saia perfeito.
Apesar da aparente tranquilidade, a sede de vitória é grande, assim como o reconhecimento ao concurso, promovido pelo Grupo A Tarde. “A gente quer muito ganhar. Além da visibilidade, pra gente o importante seria gravar as músicas, com um técnico legal, estúdio profissional. Já temos umas 20 músicas.
Enquanto espera o anúncio do vencedor, a Velotroz segue com a rotina de divulgação da banda no blog www.bandavelotroz.wordpress.com
E amanhã confira o perfil da Fridha, quarta e última finalista do Desafio das Bandas. É só passar aqui no blog pra ver!
Seguindo a ordem de classificação durante as semifinais, disputadas no Groove Bar, agora é a vez de conhecer o perfil da Opus Incertum. A segunda finalista concorre com Neologia, Velotroz e Fridha, neste domingo, as 15h, no Bahia Café Hall, ao grande prêmio do Desafio das Bandas: a gravação de CD promocional, em estúdio profissional e a produção de mil cópias para distribuição.
A Opus Incertum começou com a amizade entre os integrantes Fábio Gomes (baixo), Luciano Andrade (guitarra) e Nino Mendes (bateria), há alguns anos. Em 2004, conheceram Elmo (vocal), tocandos visto tocandoCafe Incertum,no Groove Bar in Cafa da ilha de Itaparicaer ao pr violão durante um luau na praia, na ilha de Itaparica.
Duas semanas depois do convite, a banda já ensaiava em estúdio, mas, somente após seis meses de ajustes daria início aos shows, nas noites de Salvador.
Durante esse tempo, aproveitaram para compor as músicas que entrariam no EP (Opus Incertum, 2009), com cinco inéditas e produzido com recursos próprios.
O trabalho ganhou encarte ilustrado pelo cartunista Bruno Aziz e recebeu o aval de Marcelo Nova, ex-vocalista do Camisa de Vênus, uma das influências da banda.
Mas também há pitadas de rock nacional, como Raul Seixas, Elvis Presley, punk, jazz, bolero, hip hop e reggae, de acordo com a vertente de cada um dos integrantes. Para Elmo, “o diferencial da banda é o rock mais sincero e direto, sem chororô”.
O significado dessa mistura tem forte ligação com o nome da banda. Opus Incertum é um tipo de construção com pedras irregulares, mas que se ajustam perfeitamente.
As várias influências são percebidas harmonicamente no rock sem firulas produzido pela banda e, aos olhos do público, tem dado muito certo.
Apesar do nome, ninguém na banda é arquiteto. Elmo estudou engenharia, mas trancou a faculdade e hoje cursa gerenciamento de projetos. Nino faz curso técnico em elétrica. Luciano é gerente de vendas e Fábio, no momento, se dedica inteiramente à música.
Diante da expectativa para a grande final, neste domingo, Elmo adiantou que não haverá surpresas no repertório: “o público já conhece nossas letras e isso favorece a banda”, disse. Além da performance entusiasmada no palco, haverá figurino cuidadosamente escolhido para o evento.
Sobre o concurso musical promovido pelo Grupo A Tarde, o vocalista é enfático: “o jornal está de parabéns, está beneficiando com a coisa mais importante para a banda, que é o disco”.
Ansiosos pelo resultado na final da disputa, os músicos mantém contato com o público através das redes sociais. Para mais informações sobre a Opus Incertum, acesse www.myspace.com/opusincertumrock
E amanhã será a vez da Velotroz, penúltima finalista do Desafio das Bandas, a ter o seu perfil descrito aqui no blog. Não deixe de fazer uma visitinha!
Música, circo, poesia e elementos do teatro dialogando no mesmo espaço apoiados por uma ideologia, é neste contexto de sarau amplificado que a trupe “O TEATRO MÁGICO” vem trilhando seu caminho há alguns anos. E agora o Desafio das Bandas traz a trupe para um show especialíssimo na grande final do Projeto, que acontece no próximo domingo, apartir das 15h, no Bahia Café Hall!
Confira abaixo a entrevista que fizemos com eles e conheça mais o Teatro Mágico.
Desafio das Bandas - Conta pra nós um pouco da trajetória do Teatro Mágico.
Teatro Mágico – A ideia inicial era amplificar o que acontecia nos saraus em que eu participava, mesclar informações de diferentes timbres, vindas do teatro, música, poesia, circo. Como eu antes tive uma banda, usei as idéias que já desenvolvia na banda para dar início ao projeto, com muita brincadeira, ousadia. Convidei alguns músicos, artistas circenses para ensaiamos… e no dia 13 de dezembro de 2003, o Teatro Mágico fazia a sua primeira apresentação. As coisas foram acontecendo aos poucos, mas eu sempre tive muita organização. Eu sabia que o projeto tinha força para crescer, amadurecer e se manter. É legal porque tudo aconteceu no boca a boca, pela internet e é muito bacana ver que tem um público ansioso pela gente.
Estamos nos preparando para o lançamento de nosso terceiro disco. Na semana passada entrou no ar o hotsite http://oteatromagico.mus.br, que reunirá todas as novidades sobre O Teatro Mágico até o lançamento do cd, previsto para setembro.
DDB – Nas andanças e estripulias da Trupe, vocês já viveram muitas histórias juntos, qual a que mais se destacou?
TM – Eu poderia contar uma que aconteceu em Salvador, num pequeno bar onde precisamos aumentar o palco com algumas madeiras para podermos fazer o show. No primeiro pulo que eu dei senti uma madeira quebrar e um buraco se abrir. Como o buraco estava coberto por um tecido do palco, o resto da trupe não via. Pra proteger as bonecas, quando elas entravam eu pulava pra trás, de perna aberta sobre o buraco, numa postura rock’n roll brincando com a guitarra. Elas não entendiam nada, mas o que eu estava fazendo era pra protegê-las de não cair no buraco. A gente tem que fazer acontecer, criar junto com a situação…
Aquele realmente foi um show pra colocar num documentário. Na hora de irmos embora começou a chover e por conta da hora tivemos que sair maquiados, na chuva, carregando os equipamentos. A maquiagem escorrendo e aquela chuva, parte do público começou a aplaudir a gente mas ninguém ajudou… Quando batemos na porta da van pra acordar o motorista e entramos com o primeiro equipamento, ele nos mandou tirar, dizendo que não iria carregar a gente molhado no carro dele. Pra ajudar, o bar ficava num morro onde nosso ônibus não conseguia chegar. Tivemos que descer parte do morro com os equipamentos. Foi uma noite em que experimentamos o sentimento de união, de aprender como se estruturar melhor pra projetar uma coisa bacana…
DDB- Quais os músicos e/ou autores e que inspiram o trabalho, a música de vocês?
TM – Secos e molhados, Legião Urbana, Raul Seixas, Chico Sciene, Nação Zumbi, Zeca Baleiro… e internacionais: Simon & Garfunkel, Radiohead, Smiths, The Cure, Dave Matthews Band…
DDB - Existe uma música que seja (mais) especial para a trupe do TM?
TM – “O Anjo Mais Velho” e “Pena” são músicas que tem um carinho especial do público. Mas eu, tem dia que gosto mais de uma, depois mais de outra….
DDB - Como vocês definem o estilo musical do TM?
TM- Música pop, popular, que vem do povo e é feita para o povo. Não tem este conceito de MPB do tipo voz e violão, mas de uma música brasileira pop, com influências inclusive da música brasileira instrumental. Sempre buscamos misturar timbres e estilos diferentes. Fazemos música!
DDB - De onde veio a idéia de criar esse formato de show/banda?
TM – Eu frequentava muito saraus. Era envolvido em rodas de música e poesia, mostrava letras para amigos compositores, ouvia a música de outros. Essa troca de informações me deu a ideia de montar o grupo, que é um sarau amplificado. Assim, pude levar para o palco tudo aquilo que eu via acontecendo de teatro e música, tudo no mesmo plano.
DDB - Como é a relação de vocês com as redes sociais da internet? Isso ajuda no trabalho de vocês?
TM – Bom, vamos lá! Sempre falo abertamente que “sem a internet não existiria o projeto “O Teatro Mágico” como ele é hoje!” (A música sim… ela já era antes de eu saber!). O uso da internet para divulgar o trabalho foi motivado pela minha decepção com as gravadoras. Quase tudo começou com uma banda que se chama Madalena 19. Fomos contratados e ao gravar nosso primeiro CD, a gravadora “Cascatas Records” (ainda se fosse “Cachoeiras”), nos impôs mudar os arranjos de todo nosso material, disse que a “levada” não estava agradando, e que teríamos que regravar a maioria das músicas em “formato” de forró universitário e ska (algo nada parecido com o que fazíamos). Então, como não aceitamos, ficamos presos a um contrato que nos impedia de usar todo o material já gravado! Após rescisão de contrato, o efeito de tristeza moral foi geral… o tal sonho da gravadora havia acabado! Foi quando meu “querido paaai!”, Odácio Anitelli, resolveu jogar as músicas na internet. Ele disse: “Filho a rescisão contratual quem faz com o artista… é o público! É ele que tem que dizer se gosta da tua música ou não!” No início do projeto o “Orkut” foi nossa principal ferramenta de divulgação, lá construímos uma comunidade com mais de 80 mil integrantes, que logo depois sumiu sem sabermos o motivo!? (coisas do planeta Google). Na época jogávamos as músicas também no E-Mule e meu pai ficava monitorando os downloads, cada internauta que baixava uma música já era uma festa. Hoje temos novamente uma comunidade no Orkut com mais de 106 mil pessoas, no Twitter temos mais de 71 mil pessoas. Eu tenho mais de 41 mil seguidores no Twitter e Galldino mais de 11 mil. Temos uma página aberta há menos de 1 mês no Facebook que já tem 17 mil fãs e um Tamblr com 5 mil seguidores, que também é novo, tem 15 dias. Nos sites “Trama Virtual” e “Palco MP3” superamos 1 milhão de downloads feitos e mais de 5 milhões de transmissões de músicas do primeiro e segundo CD. É dessa forma que as redes sociais nos influenciam, e nós, através delas, fortalecemos o projeto.
DDB – Vocês já tocaram em Salvador. Como é voltar pra terrinha baiana e tocar agora em um projeto que objetiva fomentar a produção musical local e favorecer o reconhecimento de novos talentos estudantis pertencentes ao ensino médio e superior da Bahia – o Desafio das Bandas?
TM – Salvador tem um dos púbicos mais quentes do país, parece que chega numa final de campeonato e a torcida dos dois times se reúne pra comemorar. É um público muito carinhoso. É muito bacana poder voltar numa situação como essa, onde a ideia é favorecer novos talentos, e também um debate sobre que tipo de música se está fazendo e se quer fazer. É importante se debater sobre nossa existência neste mercado independente e fomentar esta discussão no meio estudantil. Também é interessante despertar no meio estudantil esta disposição de ouvir musica nova e autoral.
DDB – Falando em Desafio das Bandas, o que vocês acham de projetos como esse?
TM – Festivais são importantes e temos que ser cuidadosos ao opinar sobre a sensibilidade e o talento dos novos nomes que surgem. O que vai fazer a diferença é a qualidade do trabalho do grupo, de sua energia no palco, da honestidade do trabalho e de seu entrosamento com o público. Se os jurados souberem respeitar esta obra e o público, será maravilhoso. É o que vale!
DDB – Deixem uma mensagem / Dica para essas novas bandas que vem surgindo no cenário musical baiano.
TM – Produzam sua arte, façam saraus, compartilhem suas sonoridades. Hoje é possível, minimamente, ter uma biblioteca de vídeos e música dentro de um site, blogs com links, enfim… A gente tem que estar contextualizado, acontecendo, acompanhando o que cada um tem feito, as idéias que funcionaram. Vamos se ajudar, acontecer juntos. Vamos nos provocar! A música é como o ar: livre.
Primeira banda classificada na etapa eliminatória, realizada em abril e maio, no Groove Bar, a Neologia também é a primeira a ter o seu perfil traçado aqui no blog.
Com uma trajetória musical recente, a banda traz na bagagem influências que vão da música regional ao jazz, do Tropicalismo ao rock e a proposta de criar um novo movimento musical, sugerido pelo nome da banda, cujo significado pode ser resumido como a criação de uma nova palavra ou um novo sentido para algo já existente.
Da formação original, só a vocalista, Lívia Ferreira, não fazia parte do grupo desde o nascimento, em 2007. Mas a amizade já vinha de longa data com os outros integrantes, Bruno Balbi (guitarra), Vitor Vieira (contrabaixo) e Luciano Tucunduva (bateria).
Com a saída de Ian Lasserre, veio o convite da banda para um teste no comando dos vocais e, o entrosamento foi tão bom, que a aprovação de Lívia como nova frontleader foi imediata, sem chance para outros interessados.
Mesmo com um EP lançado apenas um ano e meio antes (Para Venus) e boa repercussão crítica e de público, o grupo gravou três novas músicas em estúdio com a nova vocalista: Poeta é assim; Favela e Lar e Não Negue Não, que ganhou clipe, escolhida por ter sido a primeira gravação com Lívia Ferreira nos vocais e dirigido por Márcia Tucunduva, mãe do baterista Luciano.
Além da correria de ensaios, shows e gravações, os integrantes da Neologia tem vida acadêmica agitada e diversificada. Victor estuda engenharia, Luciano é designer, Bruno é estudante de oceanografia e Lívia finaliza a faculdade de psicologia.
Mesmo com os compromissos estudantis, a tensão acumulada nas etapas classificatórias e a atenção voltada para a final do Desafio das Bandas, neste domingo, a Neologia está com o astral lá em cima. Durante essa semana, serão três ensaios, um a mais do que a média, para subir ao palco e mostrar a boa fase da banda.
Questionado sobre a expectativa de vitória, o guitarrista Bruno Balbi confessa: “a gente tá querendo muito ganhar porque vai ajudar a terminar o CD [previsto para início de 2012] mas, como as bandas são amigas, a gente torce pela cena de Salvador”.
E Lívia completa ao dizer que o concurso musical, promovido pelo Grupo A Tarde “é uma iniciativa muito importante, que vem dar força à cena que permite que os músicos passeiem por outras bandas e estilos. É uma vitrine para expor nosso trabalho”.
Enquanto aguarda o resultado, a banda segue com a divulgação maciça nas redes sociais e também no popular boca-a-boca. Para quem quiser conhecer ou saber mais informações sobre a Neologia, confira os endereços disponíveis no site www.bandaneologia.com
E amanhã é a vez da banda Opus Incertum ter o seu perfil divulgado aqui no blog. Não deixe de vir conferir!
De hoje a sábado será publicado, a cada dia, o perfil de umas das finalistas do Desafio das Bandas, que acontece neste domingo, 10 de julho, a partir das 15h, no Bahia Café Hall.
O grande prêmio, disputado pelas bandas concorrentes, é a gravação de um CD promocional, em estúdio profissional, com distribuição de mil cópias.
As bandas finalistas são Neologia, Opus Incertum, Velotroz e Fridha.
Chegou a hora! Grande final do Desafio das Bandas, no dia 10 de julho (domingo), às 15h no Bahia Cafe Hall, em Salvador. No páreo, estão as concorrentes: Neologia, Opus Incertum, Velotroz e Fridha!!!
Como atrações convidadas, teremos as bandas Maglore, Scambo e O Teatro Mágico!!
Ingressos por R$ 15 (meia entrada). Vendas nos balcões TicketMix! Mais informações, pelo Twitter @desafiobandas
Imperdível!!!
O Desafio das Bandas é uma realização do Grupo A TARDE.
Patrocínio: Skol, Petrobras, Chevrolet e Governo da Bahia (Fazcultura)
Apoio: TWB, MTV Salvador, Planet Games e Tag!
Um músico com vontade de se expressar livremente em suas próprias canções, na companhia de amigos que entendessem esse desejo foi o suficiente para que toda essa história tivesse um começo. Em agosto de 2009, nascia a banda que logo se tornaria um expoente do cenário independente baiano. A banda Maglore propõe a sinestesia musical entre cores e sons, trazendo elementos musicais de vários cantos do mundo.
Na Maglore estão quatro cabeças com ideias e referências diversas. São experiências musicais distintas, mas que se encontram em perfeita sintonia. É esse um dos segredos de sucesso das músicas. Os ingredientes desse caldeirão são a irreverência criativa de Nery Castro (contrabaixo), a firmeza de Igor Andrade (bateria), a musicalidade precisa de Leo Brandão (guitarra, teclado e vocais) e as composições através do canto sereno de Teago Oliveira (guitarra, voz).
Confira agora uma entrevista concedida ao Desafio das Bandas.
Desafio das Bandas: Teago, como surgiu a Maglore?
Teago Oliveira: Em 2009, nos reunimos pra formar uma banda de rock autoral. As influências de cada acabou moldando o som final da banda, logo em seguida lançamos um EP com 5 músicas e começamos a investir, desde o início, em shows fora de salvador.
DDB: De onde veio esse nome, “Maglore”?
TO: Eu sonhei que estava no mundo de Alice no País das maravilhas e ela dizia que eu tinha que ir até uma ilha chamada Maglore.
DDB: Quais as principais influências de vocês?
TO: Beatles! Tropicália, Los Hermanos e mais um monte de coisa!
DDB: Como vocês enxergam essa leva de bandas da “geração pós-Los Hermanos”?
TO: Los Hermanos tem muita influência de Chico Buarque e da Jovem Guarda. É Normal que hoje exista essa leva de bandas. Assim como ocorreu com os Beatles, toda a geração seguinte de bandas necessariamente absorveu, mesmo que involuntariamente, a sonoridade do quarteto. Los Hermanos foi uma das bandas que reinventaram a forma de fazer rock no Brasil, e pra felicidade de quem gosta de música brasileira, graças a eles hoje existe uma liberdade muito maior no conceito do “rock” brasileiro. Nós entendemos isso como uma forma de trabalhar a música, muitas bandas entendem isso também, mas o projeto final de cada uma vai ter sua identidade própria.
DDB: A Maglore vem conquistando seu espaço, já toca em outros estados, recentemente foi recomendada nacionalmente por Pitty etc. Qual você considera a maior conquista da banda até agora?
TO: A declaração de Pitty nos pegou de surpresa. Não temos nenhuma ligação com ela, nem nunca a conhecemos, mas admiramos muito seu comportamento como artista, dentro do mercado. Ela merece cada centavo do que conquistou. Acho que não existe uma conquista específica, a maior conquista é que gostamos muito do que estamos fazemos, porque fazemos de verdade e a continuação do nosso trabalho é o que nos realiza.
DDB: Hoje as redes sociais têm possibilitado uma maior aproximação com o público. Como é a relação de vocês com o público através dessas redes?
TO: Simples e direta. Somos de uma geração que já usava a internet mesmo antes de termos a banda, então o comportamento de cada um de nós é natural dentro da rede e o público percebe essa espontaneidade, isso aumenta a afinidade entre nós e eles. Estamos sempre on line.
DDB: Vocês lançaram um CD recentemente, mas as músicas podem sem baixadas na internet. Isso atrapalha ou consideram uma maneira mais eficiente de divulgar o trabalho da banda?
TO: Não tem como atrapalhar. CD virou souvenir, e as vendas dele se dão em shows, ou em lojas on-line, e é comprado por quem gosta da banda de verdade. Download de música funciona melhor se você quer captar público.
DDB: A pergunta de sempre: vocês acreditam que dá para viver de música (fora do axé-music) aqui na Bahia?
TO: Dá pra viver de música em qualquer lugar. É difícil, mais difícil do que algumas profissões. O nível de dedicação e esforço é intenso, mas basta se organizar.
DDB: A Maglore venceu a ultima edição do Desafio das Bandas. Isso ajudou a banda a ter a visibilidade que tem hoje?
TO: Cada etapa que nós passamos contribuiu. Uma coisa leva a outra. Vencer o Desafio das Bandas com 4 meses de existência ajudou a montarmos um currículo e alcançar outros shows, outros festivais. Aquela foi uma época muito importante pra banda.
DDB: Vocês que passaram pelo Desafio das Bandas, o que dizem para essas bandas que estão na disputa pelo 1º lugar no concurso? Alguma dica?
TO: Ninguém é melhor do que ninguém. Cada jurado tem uma cabeça, é como um jogo de futebol, tudo pode influenciar. Busque pensar somente na sua música, no que você gosta de fazer. Se for pra subir no palco querendo ganhar pra possuir algum destaque, desista, esse é o caminho errado. Quando subimos no palco na final do Desafio das Bandas em 2009 nós estávamos esgotados, tínhamos chegado de São Paulo de outro show na madrugada anterior, pegamos um vôo atrasado, chegamos meia hora antes da Final do Desafio das Bandas começar e tocamos de bem com a vida, não interessava se íamos ganhar ou não, queríamos apenas que as pessoas ali conhecessem nosso som. Esse é o espírito da coisa. Só o tempo pode julgar uma banda, ninguém mais.
Preparem-se para a Grande Final do Desafio das Bandas
Postado por aleile @ 1:07 PMCom o objetivo de incentivar a produção musical local e favorecer o reconhecimento de novos talentos jovens pertencentes ao cenário musical alternativo da Bahia, o Grupo A TARDE realiza, no dia 10 de julho, no Bahia Café Hall (Salvador), a grande final do Desafio das Bandas. O evento vai reunir a partir das 15h as bandas finalistas Neologia, Opus Incertum, Velotroz e Fridha, selecionadas nas etapas de classificação realizadas entre abril e maio na capital baiana, além das atrações convidadas Teatro Mágico, Scambo e Maglore.
A banda vencedora do Desafio das Bandas será contemplada com a gravação de um CD promocional em estúdio profissional indicado pela organização do evento, sob a orientação de um produtor musical de renome no cenário musical baiano. Além disso, serão prensadas mil cópias do CD produzido, como forma de auxiliar a divulgação do trabalho desenvolvido pela banda. O Desafio das Bandas tem patrocínio da Skol, Petrobras, Governo do Estado da Bahia (pelo Fazcultura) e Chevrolet, e conta com o apoio da MTV Salvador, TWB, TrenchTown Rockstore, Planet Games e Tag.
Uma bancada de jurados composta por produtores musicais, músicos, pesquisadores e jornalistas foi responsável por selecionar uma banda por semana durante cada etapa classificatória. Cada seletiva contou também com a presença de bandas convidadas de destaque (como Vivendo do Ócio, Retrofoguetes, Maglore e Eddie), além de um torneio de Guitar Hero aberto a todos os participantes com distribuição de prêmios oferecidos pelos parceiros do evento.
A apresentação do evento, entre as etapas seletivas e a final, fica por conta de Fábio “Cascadura”, vocalista de uma das mais conhecidas bandas baianas do cenário alternativo e grande entusiasta do projeto. Cantando junto e demonstrando disposição para muitas horas de música, o público atraído ao Desafio das Bandas tem participado ativamente dos shows, comprovando a demanda baiana por uma música de qualidade, distanciada dos padrões de consumo cultural difundidos massivamente na capital.













